segunda-feira, junho 11, 2007
sexta-feira, maio 18, 2007
A Palavra em ação

A Palavra em Ação do autor Marcelo Marat revela o processo criativo da arte seqüencial ao descrever os meandros da elaboração de roteiros para história em quadrinhos. Para o autor, os objetivos do livro são possibilitar um estudo teórico sobre a elaboração de roteiros para histórias em quadrinhos, contribuindo para a formação de novos escritores, bem como promover o desenvolvimento da visão crítica e artística de futuros profissionais e leitores de quadrinhos. Marat parte do princípio de que é necessário contribuir para o aprimoramento dos quadrinhos produzidos no Brasil, e isto diz respeito não só ao artista como também ao público.O Brasil não só tem memória curta - outro clichê que não contradiz a realidade - mas também investe pouco na educação e formação artística. Muito pouco tem sido feito para o aprimoramento dos quadrinhos no país. Salvo alguns estudos acadêmicos, não temos publicações abrangentes sobre o assunto nem cursos que realmente orientem e promovam a criatividade. O mercado fechado aos autores nacionais também não possibilita o exercício e amadurecimento de nossos cartunistas.Marat não pretende resolver todos esses problemas com seu livro, mas oferece uma metodologia de trabalho bastante clara e eficaz. Os exemplos são abundantes em sua obra, que vão da linguagem dos quadrinhos, com seus balões, planos e ângulos até elementos fundamentais como ambientação, trama, argumento, narrativa e elaboração do texto em todas as suas nuances: diálogo, legenda, metalinguagem, gêneros descritivos etc.O trabalho de Marat não se caracteriza como um guia, no sentido próprio da palavra, não mostra os passos que o roteirista deva seguir. Mas fornece os meios e ferramentas de como se pode fazer um roteiro, dando fundamentação teórica para os vôos criativos de cada autor.
Comprem, vale a pena...
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Marcadores: leitura recomendada
quinta-feira, maio 17, 2007
Oralidade, memória e formação
Fala-se muito em formação , mas pouco se trata do seu significado. Formação – de que se trata? In-formação, de-formação, con-formação, trans-formação. É a transformação que buscamos, principalmente na área da Educação, em que trabalhamos com valores; mas a informação, o conformismo e a deformação não estão ausentes, em que pese a subjetividade para caracterizar cada um destes aspectos no processo educativo.
Pensar a oralidade, a escrita e a arte no processo de formação é buscar o que trans-forma o sujeito neste processo educativo. Processo que molda o sujeito em uma identidade que não é estática nem definitiva.
Jorge Larrosa privilegia a questão da experiência no processo de formação. Vivemos um tempo em que o conhecimento se dá apartado do sujeito que conhece. Ligar sujeito e conhecimento através da experiência é o que – para Larrosa – caracteriza a formação. A experiência , no caso, é o que nos marca . Podemos saber muito sem que isto nos toque, sem que este saber interfira em nossa existência. Basta que este conhecimento seja “exterior” a nós mesmos 15 .
Para que a experiência ocorra, é necessário ter a capacidade de escutar, dialogar e negociar significados. É todo um aprendizado possível de ser realizado, por exemplo, através de rodas de leitura, que privilegia a escuta , o diálogo e a negociação de significados.
Escuta porque tenho que ouvir o que o outro (ou os outros) têm a dizer; diálogo porque, reagindo a esta fala, coloco minha opinião sobre o que está sendo debatido; negociação de sentido, porque nem sempre há consenso acerca dos temas que estão sendo tratados, podendo-se chegar a um denominador comum – em alguns casos por mútuas concessões – ou à manutenção da divergência (cada um mantendo o seu ponto de vista, antagônico ao do outro ou outros).
A arte, em suas múltiplas manifestações, também nos oferece um amplo campo de reflexão para a formação do ser humano. Fayga Ostrower afirma que a criatividade é “inerente à própria condição humana. Assim, longe de constituírem qualidades excepcionais ou talvez anormais, a criatividade e os múltiplos atos da criação que dela resultam devem ser entendidos como estados e comportamentos naturais da humanidade. Naturais no sentido de serem próprios do homem. O homem é um ser criador, naturalmente, espontaneamente, e não excepcionalmente” .
As criações, através de árduos exercícios que o teatro, o circo e a capoeira nos oferecem, em exposições que serão apresentadas no último programa deste série, são ilustrativas de um processo educativo que nos torna potencialmente mais afirmativos da nossa humanidade.
Temas debatidos na série Oralidade, memória e formação , que esta sendo trabalhada em formação continuada do programa Salto para o Futuro/TV Escola, de 14 a 17 de maio de 2007 na Gerência de Educação de Caçador
Pensar a oralidade, a escrita e a arte no processo de formação é buscar o que trans-forma o sujeito neste processo educativo. Processo que molda o sujeito em uma identidade que não é estática nem definitiva.
Jorge Larrosa privilegia a questão da experiência no processo de formação. Vivemos um tempo em que o conhecimento se dá apartado do sujeito que conhece. Ligar sujeito e conhecimento através da experiência é o que – para Larrosa – caracteriza a formação. A experiência , no caso, é o que nos marca . Podemos saber muito sem que isto nos toque, sem que este saber interfira em nossa existência. Basta que este conhecimento seja “exterior” a nós mesmos 15 .
Para que a experiência ocorra, é necessário ter a capacidade de escutar, dialogar e negociar significados. É todo um aprendizado possível de ser realizado, por exemplo, através de rodas de leitura, que privilegia a escuta , o diálogo e a negociação de significados.
Escuta porque tenho que ouvir o que o outro (ou os outros) têm a dizer; diálogo porque, reagindo a esta fala, coloco minha opinião sobre o que está sendo debatido; negociação de sentido, porque nem sempre há consenso acerca dos temas que estão sendo tratados, podendo-se chegar a um denominador comum – em alguns casos por mútuas concessões – ou à manutenção da divergência (cada um mantendo o seu ponto de vista, antagônico ao do outro ou outros).
A arte, em suas múltiplas manifestações, também nos oferece um amplo campo de reflexão para a formação do ser humano. Fayga Ostrower afirma que a criatividade é “inerente à própria condição humana. Assim, longe de constituírem qualidades excepcionais ou talvez anormais, a criatividade e os múltiplos atos da criação que dela resultam devem ser entendidos como estados e comportamentos naturais da humanidade. Naturais no sentido de serem próprios do homem. O homem é um ser criador, naturalmente, espontaneamente, e não excepcionalmente” .
As criações, através de árduos exercícios que o teatro, o circo e a capoeira nos oferecem, em exposições que serão apresentadas no último programa deste série, são ilustrativas de um processo educativo que nos torna potencialmente mais afirmativos da nossa humanidade.
Temas debatidos na série Oralidade, memória e formação , que esta sendo trabalhada em formação continuada do programa Salto para o Futuro/TV Escola, de 14 a 17 de maio de 2007 na Gerência de Educação de Caçador
Marcadores: salto para o futuro
quinta-feira, dezembro 07, 2006
quarta-feira, novembro 22, 2006
quinta-feira, março 30, 2006
DICAS PARA ESCREVER UM BOM CONTO

1) – Prender o interesse do leitor; evitar ser chato. Pense em Aristóteles, para quem a catarse, enquanto experiência vivida pelo espectador ou ouvinte, é condição fundamental para definir a qualidade de uma obra.
2) – Usar, se possível, frases curtas. A clareza vem do cuidado com a estruturação da frase: as intercalações excessivas prejudicam a compreensão da idéia. Pense em Barthes: “A narrativa é uma grande frase, como toda a frase constitutiva é, de certa forma, o esboço de uma pequena narrativa", (Introdução à análise da narrativa).
3) – Capítulos e parágrafos curtos, para o leitor poder respirar. Evitar muitas personagens, descrições longas, rebuscamentos, adjetivações, clichês, repetir palavras.
4) – Trama/enredo/tema ou estilo, original. Pense em Ricardo Piglia: “Pode-se programar a trama, os personagens, as situações, conhecer o desenlace e o começo, mas o tom em que se vai contar a história é obra de inspiração. Nisso consiste o talento de um narrador”, (O laboratório do escritor).
5) – Se possível usar ironia, humor, graça e ser verossímil. Ser verossímil é importante, mas não devemos confundir verossimilhança com verdade; a história não tem de ser obrigatoriamente verdadeira, mas parecer que o é. Mesmo assim sua importância é discutível. Segundo Álvaro Lins, Graciliano Ramos tem como “defeito” justamente a inverossimilhança que, de acordo com o crítico, é mais “visível” em Vidas secas e São Bernardo, dois clássicos insuspeitos. No Vidas secas esse “defeito” estaria no discurso das personagens (discurso indireto livre), pois tal recurso teria provocado um excesso de introspecção das personagens, tão rústicas e primárias (até Baleia, a cadela do romance, tem seu “monólogo interior”). No São Bernardo o “problema” estaria no fato de um homem rústico, como Paulo Honório, construir uma narrativa tão perfeita em termos literários. Conta-se que uma vez Matisse mostrou a uma senhora um quadro em que havia pintado uma mulher nua; sua visitante retrucou: “Mas uma mulher nua não é assim”. E Matisse: “Não é uma mulher, minha senhora, é uma pintura”. Será que na sua análise em busca do perfeito, Álvaro Lins (que tinha Graciliano em alta conta) não teria percebido que Paulo Honório não é um homem, mas uma pintura?
6) – Ler, de preferência os clássicos. Não se é escritor sem ser leitor. Pense em Sartre: “Mas a operação de escrever implica a de ler... e esses dois atos conexos necessitam de dois agentes distintos. É o esforço conjugado do autor com o leitor que fará surgir esse objeto concreto e imaginário que é a obra do espírito”. (op. cit.) Pense também em Faulkner: ler, ler, ler, ler, ler... Em Escritores em ação, Georges de Simenon (1903-1989) dá a “fórmula” para se escrever uma boa prosa: “Corte tudo que for literário demais; adjetivos e advérbios e todas as palavras que estão lá só para causar efeito. Escrever é cortar. Escrever não é uma profissão, mas uma vocação para a infelicidade”. Estes conselhos são tão válidos quanto inválidos: “A maioria das regras e conselhos estão errados... nenhum contista novo deve dar a menor atenção aos princípios que os outros adotam. Pois que estes, ao deitarem tais regras, querem antes de tudo proteger a si próprios. É melhor mandá-los todos para o inferno”, (R. Magalhães Júnior, citando Pizarro Drumond, op. cit.).
Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Conto"
terça-feira, março 21, 2006
Oficina Pedagógica "O Conto - Outra Vez"

O Núcleo de Tecnologia Educacional oferece esta oficina, visando o estudo do conto, bem como a produção textual do gênero. Professores do ensino Fundamental e Médio das escolas de abrangência da 10ª SDR já reeditaram, em vídeo, alguns contos da literatura infantil. A partir de hoje, os cursistas estarão postando suas produções escritas do gênero estudado. No encontro de hoje serão exploradas diversas tecnologias: vídeo, computador, áudio, fotografia e a produção radiofônica.
A aplicabilidade da Oficina na sala de aula, resultará em produções textuais de alunos das escolas de Caçador e região que serão publicadas neste BLOG, cujo objetivo é mostrar o trabalho criativo de nossos professores e disponiobilizar as ricas produções de nossos alunos.
A aplicabilidade da Oficina na sala de aula, resultará em produções textuais de alunos das escolas de Caçador e região que serão publicadas neste BLOG, cujo objetivo é mostrar o trabalho criativo de nossos professores e disponiobilizar as ricas produções de nossos alunos.



